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nota tecnica conjunto no 1 2018

A Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC) e a 2ª Câmara de Coordenação e Revisão do MPF (Criminal) lançaram nesta terça-feira (20/2) nota técnica conjunta acerca do Decreto nº 9.288, de 16 de fevereiro, que instituiu a intervenção federal no estado do Rio de Janeiro.
 
O documento externa a compreensão dessas unidades do MPF acerca da natureza civil da medida, da necessidade de respeito à legislação estadual, da delimitação quanto a amplitude e o prazo de vigência, assim como dos regramentos que se aplicam na requisição de eventuais mandados de busca, apreensão e captura.
 
A nota técnica esclarece que a intervenção é um mecanismo clássico do federalismo e que conta com disciplina expressa na Constituição Federal. Para a PFDC e a 2ª CCR, o decreto presidencial que estabeleceu a intervenção federal no Rio de Janeiro é marcado, entretanto, por vícios que, se não sanados, podem resultar em graves violações à ordem constitucional e, sobretudo, aos direitos humanos.
 
"O detalhamento do decreto é uma exigência constitucional exatamente para permitir mecanismos de controle politico, social e judicial", esclarecem a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão e a Câmara Criminal do MPF.
 
De acordo com a nota técnica, a intervenção federal constitui uma medida extrema, porém menos grave do que o Estado de Defesa e o Estado de Sítio. Assim, não pode haver na medida de intervenção restrições a direitos fundamentais - diferentemente do que ocorre nas duas outras situações, para as quais a Constituição admite a temporária limitação de alguns direitos.
 
Acerca do anúncio de que uma das medidas a serem adotadas durante a intervenção é a requisição de mandados de busca e apreensão e de prisão "genéricos", os dois órgãos do Ministério Público Federal classificam como ilegal o procedimento - visto que o Código de Processo Penal determina a quem deve se dirigir a ordem judicial.
 
"Mandados em branco, conferindo salvo conduto para prender, apreender e ingressar em domicílios, atentam contra inúmeras garantias individuais, tais como a proibição de violação da intimidade, do domicílio, bem como do dever de fundamentação das decisões judiciais - além de constituir ato discriminatório contra moradores de determinadas áreas da cidade".
 
A nota técnica se encerra chamando atenção para a plena convicção de que organizações criminosas, incluindo milícias, devem ser investigadas com técnicas modernas que atinjam o seu financiamento e o lucro auferido com suas atividades ilegais.
 
O documento é assinado pela procuradora federal dos Direitos do Cidadão, Deborah Duprat; pela subprocuradora-geral da Republica e coordenadora da 2ªCCR, Luiza Frischeisen; e pelos procuradores adjuntos dos Direitos do Cidadão, Domingos Sávio Dresch da Silveira e Marlon Weichert.
 
Acesse aqui a íntegra do nota técnica.
 

 

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